Isabela C. B. Garcia Guimarães • 2 de junho de 2026

A SOP (Síndrome dos Ovários Policísticos) é uma das condições mais prevalentes na endocrinologia, afetando cerca de 170 milhões de mulheres no mundo. Recentemente uma nova nomenclatura internacional foi aprovada. 

O novo nome é: 

SOMP — Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (em inglês: PMOS — Polyendocrine Metabolic Ovarian Syndrome). 


O objetivo dessa mudança é corrigir uma limitação antiga do termo anterior, que muitas vezes levava à ideia de que a síndrome se resumia à presença de “cistos” nos ovários. No entanto, muitas mulheres diagnosticadas com essa condição não apresentam esse aspecto ao ultrassom. 


Já os critérios diagnósticos permanecem os mesmos, definidos em 2003 e conhecidos como critérios de Rotterdam. São necessários 2 dos 3 abaixo, após exclusão de outras doenças hormonais:


1.⁠ ⁠Irregularidade ovulatória/menstrual

2.⁠ ⁠⁠Hiperandrogenismo

Podendo ser:

•⁠ ⁠clínico:

  * acne

  * aumento de pelos

  * queda de cabelo padrão feminino

  * oleosidade excessiva

•⁠ ⁠laboratorial:

  * testosterona elevada

  * androgênios aumentados.

3.⁠ ⁠Ovários policísticos ao ultrassom ou com aumento de volume. 


Condições que precisam ser descartadas incluem:


•⁠ ⁠hipotireoidismo

•⁠ ⁠hiperprolactinemia

•⁠ ⁠hiperplasia adrenal congênita

•⁠ ⁠síndrome de Cushing

•⁠ ⁠tumores produtores de androgênio. 


A SOMP é uma condição endócrino-metabólica complexa, além de alterações hormonais também pode levar à infertilidade, resistência insulínica, maior risco cardiometabólico e impactos importantes na saúde mental e na qualidade de vida.


Sua origem envolve fatores genéticos, endócrinos e metabólicos, tornando o novo nome mais abrangente e representativo para as mulheres que convivem com essa condição.


Por isso, a avaliação médica individualizada é essencial para o diagnóstico, acompanhamento e tratamento adequado.


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