A SOP (Síndrome dos Ovários Policísticos) é uma das condições mais prevalentes na endocrinologia, afetando cerca de 170 milhões de mulheres no mundo. Recentemente uma nova nomenclatura internacional foi aprovada.

O novo nome é:
SOMP — Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (em inglês: PMOS — Polyendocrine Metabolic Ovarian Syndrome).
O objetivo dessa mudança é corrigir uma limitação antiga do termo anterior, que muitas vezes levava à ideia de que a síndrome se resumia à presença de “cistos” nos ovários. No entanto, muitas mulheres diagnosticadas com essa condição não apresentam esse aspecto ao ultrassom.
Já os critérios diagnósticos permanecem os mesmos, definidos em 2003 e conhecidos como critérios de Rotterdam. São necessários 2 dos 3 abaixo, após exclusão de outras doenças hormonais:
1. Irregularidade ovulatória/menstrual
2. Hiperandrogenismo
Podendo ser:
• clínico:
* acne
* aumento de pelos
* queda de cabelo padrão feminino
* oleosidade excessiva
• laboratorial:
* testosterona elevada
* androgênios aumentados.
3. Ovários policísticos ao ultrassom ou com aumento de volume.
Condições que precisam ser descartadas incluem:
• hipotireoidismo
• hiperprolactinemia
• hiperplasia adrenal congênita
• síndrome de Cushing
• tumores produtores de androgênio.
A SOMP é uma condição endócrino-metabólica complexa, além de alterações hormonais também pode levar à infertilidade, resistência insulínica, maior risco cardiometabólico e impactos importantes na saúde mental e na qualidade de vida.
Sua origem envolve fatores genéticos, endócrinos e metabólicos, tornando o novo nome mais abrangente e representativo para as mulheres que convivem com essa condição.
Por isso, a avaliação médica individualizada é essencial para o diagnóstico, acompanhamento e tratamento adequado.



